calcular passos não era bem com ela. nem mesmo se isso fosse o necessário pra lhe fazer manter a própria paz. era como se anular sabe? definir palavras, ensaiar diálogos. tudo isso a cansava, a deixavam morta. no sentido literal. todos os dias morria um pouco quando se via assim, sem saber até onde era o limite.e morrer, bem... morrer não fazia parte dos seus plano. não naquele momento. irritava-lhe a ideia de ter que andar quando queria correr. soltar a mão quando queria segurar. adiar sonhos quando tudo que tem é anseios.a ausência que espanca. que atrofia. que salga o doce, destempera os sabores. a ausência que mora ao lado.a ausência mais presente que o cheiro. tem andado tanto por ai que anda sentindo preguiça de voltar. anda sem saber, sem se quer ir. por puro comodismo.-ou porque anda tudo muito bem, parada ali- juntar os cacos, catar pedaços. descartar o obvio pra viver o improvável. vai, lá ou cá. desce ou sobe. pouco importa. acho bonito quem consegue se sentir livre assim, presa desse jeito. é assim.sim, acho corajoso viver assim. mandou pintar a frente da casa, só pra parecer mais bonito pra quem quiser entrar. dentro, ta tudo fora. e do lado de fora, tem exatamente tudo que tem dentro. acho corajoso.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
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e se perdoar, que seja por inteiro. sem remoer. sem re-sofrer. sem re-chorar. sem re-cobrar. sem re-pensar. sem ré.
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sexta-feira, 4 de maio de 2012
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Eu só queria encontrar a combinação perfeita de palavras pra descrever a combinação perfeita que o sorriso dele faz com os olhos.
A forma com que canta pra mim, e me faz acreditar que juntos, nós podemos ir além.
A segurança e confiança capaz de me fazer acreditar que até as estrelas serão minhas.
É um jogo de mais um e menos um sabe?
Mais um dia com ele, é menos um longe dele também. ♥
And there is no combination of words I could say
But I will still tell you one thing
We're better together"
terça-feira, 17 de abril de 2012
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O rapaz da mesa ao lado, me ensinou que você pode fazer tudo nessa vida. Estudar veterinária e ser jornalista, aí se formar em letras vernáculas no final do Outono, ou no próximo inverno. Aliás, sempre achei lindo o nome desse curso. Letras vernáculas.
Este estranho também me ensinou que um açaí no Acre pode ser extremamente prazeroso pra quem vive na terra do pão de queijo. Que um sorriso é sempre a melhor resposta. Que os jornalistas de fato são extremamente fingidores. Fingimos estar insatisfeitos o tempo inteiro. FAJUTOS! isso que somos, porque na verdade, vira e mexe, entre um assunto e outro, a gente volta à falar mal da nossa viciosa profissão. Esse semi desconhecido me ensinou que eu gosto mesmo é de viajar. Conhecer gente nova e compará-las com gente antiga. Esse amigo, criou pulgas em um vidro de maionese com micro furos, quando era adolescente, cresceu no interior e não sabe fingir quando não gosta de alguém. Ele é ainda mais anti-social do que eu. E observa muito mais do que eu. Alguém que não toma café porque é quente e o faria suar muito, mas detesta frio e adora praia. Alguém que não viaja pra um lugar onde não consegue andar de ônibus, só mesmo porque ele gosta é de andar de ônibus. Desconfio eu, que pra ouvir as conversas tantas e observar aquele mundaréu de gente desconexamente interessante. Ele gosta mesmo, é de observar. Gosta do Rio de Janeiro tanto quanto eu. E esse meu amigo, Ah, é um romântico assumido! daqueles que não bastasse ouvir los hermanos, ainda acredita que a política vai mudar. Isto mesmo, a política. Me parece que a vida pra ele é mais bonita. Não que seja, exatamente. Mas ele a faz assim. É um sujeito meio tudo, sabe? Sujeito de 26 aos 33.
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domingo, 8 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
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As coisas, todas elas, os sentimentos -sem esquecer quaisquer que sejam- deixaram de ser menos importantes desde aquele dia.
Era uma manhã de trabalho, e tudo ia tão absolutamente normal. As pessoas, os entrevistados, as falas, as perguntas quase automáticas, e um olhar atento pela ampla sala. Aquela camiseta branca, aquele cabelo loiro e a barba por fazer. Acabaram aí as coincidências.
Uma cerveja no mercado, e aqueles mesmos olhos azuis na mesa ao lado.
um gole, dois, três e um: "podemos sentar na mesa de vocês?".
O sim não veio de mim, muito menos a pergunta veio dele. Mas agradeço ao sim, e ao moço que se apressou por perguntar.
Inusitado este Mr. acaso. (E você há de concordar comigo).
Não sei se acredito em destino, mas ele me parece existir quando lembro do sorriso procurando o meu, da respiração ritmada, da vontade de viver a eternidade naquele abraço. Quando lembro daquela noite chuvosa, daquele 1metro e 90 de chatisse tão parecida com a minha e que me fazia rir. Quando lembro dos olhares intrigantes, intimistas...
Desde então, tudo passou a ser mais doce. Os acasos mais sofisticados e a ausência ainda mais presente.
Porém, a parir daí, os dias passaram, também, à ser mais bonitos, a saudade, à ser mais honesta e as lembranças mais puras.
O amor surge de várias formas, ele me ensinou.
E são só lembranças de dias chuvosos. Doces. Mas só lembranças, à 3.123 km de distância.
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
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